Por Todas as Noites Áridas - Sessão 13


Tudo começou com Estevão. Ele estava tentando reestruturar sua vida após os eventos ocorridos na noite do Fogo. Desde aquele dia não houve contato com os outros membros da Aegis em Brasília e isso o preocupava. Não havia outra forma. Era necessário uma visão externa. Apesar de evitar a todo custo, Estevão ligou para Letícia Lacerda, uma das chaves da Aegis em São Paulo e um de seus desafetos. Apesar da animosidade entre ambos, saber o paradeiro dos agentes Aegis desaparecidos era muito mais importante do que brigas e puro orgulho. Letícia ficou de procurar a trilha deles, através de caminhos tortos. Enquanto isso Estevão recebeu a visita de Indra Vânia, um vampiro que trabalhava para Isabel Vilasques Lacerda. Isabel era uma vampira proeminente, que cruzou o caminho de Estevão ao acaso. Não a muito tempo o caçador havia predado um cultista. Esse cultista, por conseguinte, estava no caminho e atrapalhava as coisas de Isabel Lacerda. Quando Isabel soube que um mortal havia matado alguém que a atrapalhava, sentiu-se em dívida com ele. Indra Vânia falou para Estevão sobre sua senhora, sobre os problemas que foram gerados, sobre descontentamento que ela possuía e sobre a briga que estava próxima entre os família de Vampiros já que Chicão, um dos vampiros que estava junto com o grupo , quando atacaram os Discípulos do Segundo Sol, era de uma família rival. Chicão era aliado de Marlene Vaak, que por sua vez era irmã de Hiram Borba, e ambos eram filhos da doutora Helena de Paula, uma das mais proeminentes vampiras da cidade. Isso geraria um grande conflito entre as casas.

Finriel Mabus informou aos dois que estavam em casa, tanto Breno Último, o vidente, quanto a Kobe, o seu ex escravo, que iria para o inferno em busca de uma encomenda que seu Imperador havia solicitado. Perguntou a ambos se queriam ir com ele, e é claro que nenhum dos dois estava disposto a fazer tal sacrifício. Contudo o vidente falou que poderia ver o futuro de Finriel. Era óbvio que Mabus não ficou muito satisfeito, pois nas previsões de Breno apenas havia problemas e ruína, entretanto era inevitável. Ele precisaria ver o que iria acontecer. Perguntou a Breno Último se encontraria Prana, a gata Bast, pois talvez ela soubesse alguma coisa sobre caminhos para o inferno e outros planos de existência. Breno viu Finriel encontrando Prana, mas também viu a ruína. Inevitável e nada satisfatório. Mabus foi ao parque, fez um ritual de convocação chamando um amigo de Prana, um outro Bast. Taeko, esse outro Bast, concorda em levá-lo até Prana, entretanto no caminho eles são atacados por lobisomens que queriam devorar o bast. Finriel tentou fugir com Taeko, mas a ruína estava sobre ele, conforme previu Breno, e Taeko foi devorado. Em suas palavras finais ele ainda disse o paradeiro de Prana. Os lobisomens permitiram que o Finriel fugisse e foi isso que ele fez, assumiu a forma de uma coruja e voou dali. Quando chegou ao local indicado por Taeko, Mabus viu marcado em um tronco de árvore uma tabuleta escrita: "Bar do Galego" e uma portinhola no oco na árvore. Mabus entrou. Lá dentro preferiu não ficar na forma de pássaro pois vários gatos estavam lá bebendo e se divertindo. Os outros gatos foram para cima de Finriel, mas logo ouviram a voz de Prana, que pediu para que eles não fizessem nada contra seu amigo. Finriel explicou a Prana que precisava ir ao inferno, conversar com R@zorgirl, uma entidade e pegar uma encomenda para seu Imperador. Prana disse que o ajudaria.

Rodrigo Dantas ainda estão investigando sobre Mauro Marques. Rodrigo pediu ajuda a Hiran Borba para saber mais sobre aquele homem. Hiram estava muito ocupado com suas próprias coisas, principalmente em relação a ida à casa de sua mãe, mas mesmo assim ainda ajudou Rodrigo da maneira que podia. Hiram indicou o policial Carlos Khill, um homem de poucos escrúpulos para auxiliar as criaturas das sombras. Rodrigo então conversou com Carlos em bons termos. Inicialmente Carlos Khill falou de forma áspera com Rodrigo mas depois que foi informado que Hiram era quem havia proposto o contato, Carlos começou a ser mais polido e profissional. Ele não era um homem muito polido, ele possuía educação formal, havia feito faculdade, tinha família, mas era bruto. Ele precisava ser, principalmente com o tipo de serviço que fazia. Carlos concordou em executar uma pesquisa mais profunda a respeito do homem chamado de Mauro Marques, tudo em nome do bom relacionamento com o senhor Hiram. Três dias após a solicitação, tanto Hiram quanto Rodrigo, viram nas notícias daquela manhã que o policial Carlos Khill havia sido assassinado enquanto investigava alguns traficantes de drogas em Taguatinga. A polícia estava empenhada em saber quem havia feito aquilo com um dos seus. De imediato Rodrigo e Hiram conversaram. Ambos haviam perdido um grande aliado e Rodrigo jurou a Hiram que não sabia o quanto o homem, Mauro, era perigoso. Hiram não tinha razão para não acreditar em Rodrigo, que sempre foi bem sincero, mas mesmo assim ficou chateado com a situação. Não era fácil arranjar alguém que limpasse as bagunças de sua caça.


Finalmente Hiram iria encontrar-se com sua mãe, no setor de mansões Park Way na Quadra 6. Colocou a roupa que a sua irmã Marlene havia indicado, usou o perfume que a sua mãe havia lhe presenteado há tantos anos, quando o transformou, solicitou a seus empregados que lustrassem seus sapatos ao ponto de reluzirem e com seu motorista foi em direção a mansão de sua mãe. Durante todo o caminho tentava se lembrar de como ela era, como ela se comportava, como falava, como pausava entre os pensamentos, para que não houvesse erros nessa visita. Doutora Helena de Paula era uma mulher severa e de índole extremamente matriarcal. Hiram chegou à mansão, em toda sua plenitude. Desceu do carro e se dirigiu à porta. Subindo as escadarias de mármore viu toda a pompa do lugar. Tudo era muito bem feito, todos os materiais muito bem escolhidos, de primeira linha, todavia era perceptível uma ligeira falta de manutenção ao longo dos anos, como se um pequeno lascado na extremidade mais oculta da escadaria chamasse a atenção, ou se o limo estivesse presente em algum lugar escondido da vista e mesmo assim fosse perceptível, ou mesmo um fio exposto estivesse em algum lugar longe de tudo, mas existisse. Um dos problemas de ser vampiro é que a manutenção de seus Refúgios pode por sua segurança em risco. Hiram Borba entrou na casa de imediato escutou a música. Era uma música de Elis Regina: "Dois para lá dois para cá". À medida que avançava para salão principal a música se tornava mais nítida e com uma qualidade exuberante. Então Hiram viu sua mãe, Doutora Helena de Paula, dançando com um jovem. Era claro que a jovialidade daquele rapaz não poderia necessariamente representar sua verdadeira idade, pois se ele fosse um outro vampiro, sua aparência permaneceria a mesma para sempre, ou assim os vampiros acreditavam. Hiram não interrompeu a dança. Manteve-se em uma posição que pudesse ser visto, e apenas admirou o movimento dos dois pelo salão, que dançavam de uma forma lenta, delicada e ritmada. Quando a música acabou Helena de Paula estendeu sua mão e o homem de aparência jovem a beijou. Ela então conversou alguma coisa em seu ouvido e ele saiu de lá. A atenção de Helena prontamente foi toda para seu filho Hiram Borba. Se o coração dele ainda batesse ele estaria acelerado naquele momento, sua mãe sabia disso. A primeira coisa que a doutora Helena de Paula fez foi pedir a Hiram que escolhesse uma música para que momento, coisa que ele fez com gosto. Colocou uma música instrumental moderna e elegante. Hiram sabia que aquele momento era precioso e importante. Doutora Helena de Paula ela gostou da música, mesmo ela dizendo que preferia um Pixinguinha. Ela perguntou a seu filho as verdadeiras razões de sua visita, principalmente depois de gerar tantos conflitos com um dos seus melhores aliados, Victor Vargas. Depois de permitir que outros entrassem na residência de Vargas e roubassem suas coisas. Parecia que os planos iriam por água abaixo. Hiram tentou argumentar alguma coisa mas foi violentamente impedido por de Paula que o esbofeteou. Apesar do tapa, logo em seguida Helena de Paula abraçou seu filho e o acalento, pois ela era uma mãe... ao seu jeito. Hiram então pediu à sua mãe que ela recebesse um de seus associados. Depois de muita longa conversa, Doutora Helena de Paula concordou. Ela imaginava que o associado, Cristiano Torres Sales, gostaria de ser transformado. Hiram concordava com a transformação, se fosse da vontade dela e se Cristiano passasse em um teste. Depois disso ouviram música pelo resto da noite, dançaram e se despediram. Algum tempo depois, Cristiano apareceu com as informações que Hiram tanto queria. Ele descobriu que uma outra casa de vampiros estava se preparando para uma guerra contra a casa de doutora Helena de Paula. Tudo porque Hiram e os seus amigos atacaram um culto no território que pertencia à casa de Isabel Vilasques Lacerda. Certamente sua mãe não ficaria nada satisfeita com isso.



Personagens dos Jogadores
Hiram Borba Marques: vampiro;
Finriel Mabus: fae;
Estevão Matarazzo: caçador;
Rodrigo Dantas: lobo.   

Personagens não jogadores
Breno Último, vidente;
R@zorGirl, entidade do submundo;
Marlene Vaak, vampira, irmã de Hiram;
Dra. Helena de Paula, vampira, mãe de Hiram;
Kobe, humano ex-escravo de Finriel;
Mauro Marques, possível líder de seita;
Imperador Inácio, o regente das fadas;
Cristiano Torres Sales, humano;
Isabel Vilasques Lacerda, vampira;
Carlos Khill; policial;
Taeko, bast;
lobisomens;
O visitante, incógnito.
 
Sombras Urbanas
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