Quando a noite cai: Medos Ácidos - Sessão 25 [Vampiro a máscara 5ª edição]

 

Quando a noite cai: Medos Ácidos - Sessão 25

(17/09/2023 domingo)

Hoje o texto é escrito pelos jogadores.

Alguns de forma mais direta, outros de forma mais poética.


Da visão Eli Urt.

Após as conversa com o seu chapa (Wyld) Eli volta para a boate e termina a noite em seus aposentos, fortalecendo sua mente prosseguindo seus estudos sobre rituais.

Na noite seguinte nossos heróis conversam sobre a contadora e sobre o que fazer com ela. Cavalcante diz que esse assunto foi resolvido e que não teríamos mais problemas com ela. Pareto nos conta que parte das dívidas foram pagas com o esforço coletivo dos colaboradores da boate, o que de pronto foi ressarcido pelos membros mais abastados da coterie. Levantou-se a hipótese de transforma a boate em uma igreja, pensando na lucratividade do novo negócio. Finalizada a conversa Eli chama Pareto num canto e pede que ele entre em contado com Mazira, o Ravnos, e marque um encontro entre os dois, com o máximo de discrição. Nesse meio tempo, Vilmar, carniçal de Alice Pink trazendo uma noticia que deixa a todos consternados: O (pequeno) Príncipe decreta uma caçada de sangue contra Isabel Velasques por ter cometido o pior dos pecados: comeu o seu Senhor Dr. Isaac Campos!

Em meu encontro com Mazira, conversamos sobre a localização do monstro Tzimisce, a qual ele se refere como maldição. Disse que precisaria voltar lá e que ele contratasse uma pequena equipe armada para que faça frente ao monstro. Ele levantará os custos dessa equipe, em 💰 ou 🩸, e assim que tivermos um acordo lançaremos uma investida ao local.

Nas noites seguinte Kaka levantou informações sobre o possível paradeiro de Isabel e partimos para a zona rural do setor de mansões do Lago Norte, onde achamos a casa e adentramos os cômodos em busca da pecadora.

Da visão de José Teixeira Cavalcante.

Os membros da coterie se reúnem, após muito tempo. Cavalcante aproveita a oportunidade para se desculpar por seu comportamento passado e sua falta de experiência, pedindo ajuda e para ser orientado nos meandros da Camarilla. A situação das contas da boate é exposta novamente, Cavalcante mostra quais são os pontos principais a serem corrigidos primeiro, informando que todos terão que contribuir financeiramente. Todos questionam sobre o paradeiro da contadora, Cavalcante informa que ela sumiu. Pareto é convocado e informado do que ocorrerá na boate. Vilmar aparece, trazendo uma carta do príncipe, convocando uma caçada de sangue contra, pasmem, uma Toreadora (Isabel) que diablerizou seu senhor. Catarina descobre um possível local onde a desgarrada pode estar e a coterie parte para o local para aplicar a justiça.

Da visão de Catarina Oliveira.

Mais uma noite, de não-vida, se inicia. Mais um instante, sem a presença de meu amado Senhor. Mais um turno, sob os olhares e julgo das mais vis criaturas. Mais uma oportunidade, de provar meu valor, nas noites sem fim.

Ao longe, ouço os sons de alguém já presente, na sala se reuniões. Me insiro na rotina, do cotidiano sombrio, da Bloodlust. Vestindo o melhor, para cada ocasião, mostrando uma face que todos gostariam de ver.

Cavalcante, Urt e o Pastor Israel já se encontravam à mesa. Ao centro, um ornamento com chocolates, dessa vez. O mimo diário que nossos serviçais nos ofereciam, algo que sempre me deixa intrigada. Apesar da sublime mensagem, o gesto em si é reconfortante. Dedicação e entrega é algo em que fui muito bem doutrinada, também.

Eis que Cavalcante de pronto falou. Tinha algo importante a ser dito, pelo que parece. Se desculpou, para com a Vehme, sobre suas atitudes autoritárias e rompantes de soberba, ao longo das nossas ultimas empreitadas. Disse ter sido orientado a incentivar uma melhor interação entre os membros, e praticar uma liderança mais colaborativa.

Imagino que algum de seus superiores tenha intervido, para esta mudança de atitude. Apesar da imaturidade dessa criança da noite, não me recordo de alguma situação específica que justificasse tal ato. Mas, se para Cavalcante esse discurso se fez necessário, que assim seja. Entretanto, "liderança colaborativa" é um conceito um tanto ousado, para os demais membros do seu clã! Veremos, até onde suas palavras serão mantidas, verdadeiramente.

Mais uma vez, discutimos sobre o recente "sumiço" de Lodo e as implicações sobre a segurança da Vehme. Eu não acho que deveríamos nos meter, nesse assunto, mais do que já estamos envolvidos. Recebemos ordens expressas para tanto. Apesar da preocupação do Pastor e de Urt, sobre a figura da anciã Lasombra e seus interesses naquele maldito diário, não há nada que possamos fazer contra antagonistas de tamanho poder. Quero me manter bem longe disso! E espero que todos eles também. Torço para que essa ausência de Lodo faça parte de seus planos e que retorne vitorioso e triunfante, o quanto antes, para a glória da Camarilla.

Infelizmente, Cavalcante não conseguiu encontrar a maldita ladra da Bloodlust. Juro que, se a encontrasse, faria questão de drená-la de sua infeliz existência por completo! Como essa mortal ousa, roubar recursos da torre de marfim, embaixo das nossas presas!? Me sinto envergonhada e furiosa por tal fato. Ao meu ver, os demais membros da Vehme não enxergam a gravidade desse episódio, aos olhos dos nossos superiores. Por sorte, consegui convencê-los a resolver através do uso de nossas reservas financeiras particulares. Segundo Cavalcante, "algo temporário e que será ressarcido, em momento oportuno". O Pastor se propôs a cuidar pessoalmente da contabilidade, à partir de então. Pareto foi requisitado, para ser orientado sobre as movimentações bancárias que deriam ser feitas, ao longo do próximo dia.

Aliás, não pude deixar de notar, a elegância do nosso competente carniçal, nessa noite! Algo que me trouxe deleite aos olhos e uma alegria necessária, em meio a toda aquela discussão. 

Poucos instantes, após o nosso rotineiro encontro, recebemos a visita do ilustre Vilmar. Figura sempre muito educada e simpática, que faço questão de receber muito bem! Entretanto, nessa ocasião, o encontro foi breve e um tanto sério. 

O motivo, para tal comportamento, logo iríamos entender:


Decreto

A todos os filhos da noite que habitam as sombras desta amada Cidade,

Por meio deste decreto solene, emana-se a justa e inescapável sentença de Caçada de Sangue à vampira conhecido como  Isabel Vilasques Lacerda. Que os sinos badalem e os corvos negros voem sobre nós, pois um sacrilégio profundo e inominável ofendeu nossa harmonia noturna e desafiou os pilares da Máscara.

Com pesar e determinação, anuncio que  Isabel Vilasques Lacerda, outrora uma membra respeitada desta comunidade de sombras, caiu em desgraça e teve sua alma encharcada com a mancha escarlate do traiçoeiro ato de diablerie. Num acesso de perversa ambição, a vampira ousou abocanhar o coração pulsante e vital de seu próprio Senhor, usurpando sua essência imortal e profanando os laços sagrados de sangue.

Diante desse horrível ato de deslealdade, quebrando os laços que nos unem como membros desta sociedade oculta, é com uma tristeza imensa, porém com um senso inabalável de dever, que convoco todos os justos e leais servos da noite para empreenderem a busca implacável do transgressor. Que cada um de nós torne-se um predador incansável, uma sombra vingadora, caçando  Isabel até as profundezas mais sombrias da noite eterna.

Que a noite se torne uma sinfonia de vingança, ecoando nossos passos furtivos enquanto desvendamos cada vestígio da traição. Que nossos olhos brilhem com fogo primordial, revelando a escuridão escondida onde quer que  Isabel busque refúgio. Que nossas presas afiadas e famintas sejam uma constante lembrança de sua dívida impagável, a qual somente com sua própria essência poderá ressarcir.

Esta Caçada de Sangue não é apenas uma punição, é um chamado à honra. Aqueles que encontrarem  a maldita, que sejam justos na execução do veredito, mas que também se lembrem de que estamos preservando a integridade de nossa sociedade. Que o destino cruel que a aguarda seja uma advertência a todos aqueles que ousarem desafiar as leis inquebrantáveis que nos protegem.

Que o som dos tambores da vingança ecoe através das ruas escuras e que a noite se torne um manto traiçoeiro para aqueles que se opõem à ordem e ao equilíbrio. Que  ela conheça o terror absoluto e compreenda que não há escape nem redenção para aqueles que se desviam do caminho da retidão.

Assim, com a autoridade investida em mim como Príncipe de Brasília, decreto a sentença final:  Isabel Vilasques Lacerda está condenada à Caçada de Sangue. Que essa caçada se torne lendária, que o nome da traidora seja sussurrado nas sombras por toda a eternidade, e que seu destino sirva como um exemplo sombrio para todos aqueles que duvidarem do poder e da justiça desta comunidade oculta que chamamos de lar.

Que a noite caia sobre nós, que as estrelas testemunhem nossa determinação e que a Caçada comece!


Assinado,

O Príncipe da Cidade
Maximiliano Jean Carlo



Uma caçada de sangue! A mistura de medo e desprezo, foi me preenchendo, a cada palavra, cuidadosamente escolhida pelo Príncipe. Isabel, havia sido condenada, por levar à morte final o seu próprio Senhor! Ambos, membros do meu clã. Desprezo, sentia, justamente por isso. Como tal ser se considerava digno de pertencer, a tão nobre secto da sociedade vampírica, praticando um ato de tamanha covardia e crueldade como esse!? Não há uma só noite em que eu não clame a presença do meu Senhor novamente. Imaginar que, de alguma maneira, sua morte final viria das minhas próprias presas é algo inconcebível! 

E o medo... MEDO! Aterrorizada pela possibilidade de um dia estar no lugar de Isabel. Quem sabe, quais foram as circunstâncias, para tão hediondo ato? Quem sabe, o que foi dito ou não dito, para chegar a tanto? Quem sabe, qual teria sido a real graça ou desgraça, desses membros? Me recordo, da troca de intimidades, entre nós. Das circunstâncias em que pude encontrá-los, mais de uma vez. Na vergonha e julgamento, pelos quais já passaram, publicamente. Palavras, sentimentos, intenções... apavorada, por também fazer parte, de uma forma ou de outra, desse circo de horrores!

Entretanto, a Camarilla cuida dos seus. Em momentos como esse, a responsabilidade e dever, como membro de uma Vehme é ainda maior! Ao longo das noites em que nos preparamos para a caça, deixei as dúvidas e questionamentos para trás. Foquei no que foi ordenado e na idéia de que, se essa fosse a oportunidade que eu esperava para mostrar meu real valor aos meus superiores, agarraria com garras e presas. "Catarina é quem irá empunhar a lâmina que levará Isabel à sua noite final", tenho plena certeza e convicção disso!

Lembrei de uma das conversas que tive com a amaldiçoada alma. Eles estavam construindo um novo refúgio, ainda desconhecido pelos demais membros, na região próxima ao córrego do urubu. Toda a sociedade vampírica já havia vasculhado cada centímetro dos locais habitualmente frequentados pelo casal. Mas, desse esconderijo, somente eu e Isabel saberíamos.

Convoquei a Vehme e planejamos a abordagem. Cada um se preparou, como achou melhor, para o embate. Isabel não seria presa fácil. Mas, a nosso favor, tínhamos o fator surpresa e a superioridade numérica. Adentramos a propriedade, furtivamente, à procura de nosso alvo...


Da visão de Pastor Israel.

Após passar a noite anterior com os meus, tentando nos recompor da ameaça de nossos passados que voltara para nos assombrar, obviamente muito mais a mim, do que os demais..., mas eles não precisam saber disso, afinal, quanto mais ameaçados eles também se sentirem, mais dispostos a agir eles estarão.

Retornando a nosso refúgio coletivo, encontro os membros de minha coterie (exceto Torrado, mas isso já não é nenhuma novidade) para saber que a Boate está com problemas financeiros, e logo quando preciso manter minha Igreja fechada, precisei ajudar financeiramente. Parece que fomos roubados por uma contadora mortal. Francamente, que tipo de incompetente é passado para trás por uma mortal? Cavalcante quis colocar as garrinhas incompetentes dele para cima de minha Igreja, mas já cortei logo. Eu investi demais na minha Igreja pra deixar aquela criança querer qualquer coisa com meu território. Achei melhor usar a minha experiência de anos caminhando por essa terra, e administrando Igrejas para ajudar essas pobres crianças perdidas. Mas sem causar alarde com relação a falha deles. Os jovens da Camarilla são um pouco pirracentos, a criação deles é muito branda.

Na mesma noite, chegou uma carta do Príncipe. Uma Toreador foi punida por cometer amaranto. Foi decretada uma tal de caçada de sangue, Que até onde entendi, todos os membros da Camarilla podem e devem matar a “criminosa”. Um pouco exagerado e hipócrita para meu gosto, mas, “Quando em Roma, faça como os romanos”.

Enquanto os preparativos para procurar a Toreador diablerista eram feitos, resolvi visitar as células de minha Igreja, afinal, não é porque Benedita Venegas anda rondando minha Igreja por agora, que eu devo abandonar meus fiéis, é preciso levar a palavra de Deus para meu rebanho, buscar as ovelhas desgarradas, garantir a oportunidade de angariar fundos para a “manutenção da Igreja”. E, eu precisava falar com o novo contador da Bloodlust.



Personagens

Jogadores:
Renato - José Teixeira Cavalcante [Ventrue]
Neimar - Eli Urt [Tremere]
Osny - Catarina Oliveira [Toreador]
Marquinhos – Vinícius “Torrado” Martins [Nosferatu]
Cris – Pastor Israel [Lasombra] 

NPCs:
Maximiliano Jean Carlos - Ventrue, o Príncipe de Brasília;
Isabel Vilasques Lacerda - Toreador;
Luiz Pareto - carniçal.

Sistema:
Vampiro: a máscara 5ª edição

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