Vícios Sombrios em Almas Perdidas - Sessão 03
É necessário que o leitor tenha mais de 18 anos.
Continue por sua conta e risco.
O doutor Victor Zimmermann e Zeca estavam no Setor Comercial Sul. Não muito tempo após o assassinato de Sanha e a conversa intimidadora com Aldo Ronão. Com todo o barulho feito, com tudo o que aconteceu, muita gente se aproximou para ver o que tinha acontecido. Zimmermann e Zeca correram mais para o interior do SCS. Enquanto corriam avistaram uma mão numa porta, fazendo sinal para que eles entrassem. Do outro lado da porta viram uma mulher envolta em sombras, seu nome era Daniele, e ela poderia auxiliá-los naquele momento, escondendo-os ali naquele edifício. Eles perguntaram que ela ganharia com isso, mas ela apenas mostrou um certo ar de contentamento em saber que os dois eram muito bonitos. Elas colocou-os no armário do zelador e lá eles ficaram fechados, enquanto ela terminava de limpar o prédio. Ficaram mais de 3 horas trancados dentro do armário. Zimmermann e Zeca escutam mais uma conversa entre Daniele e o porteiro: ela tinha dito para ele que que ouviu um barulho no oitavo andar do prédio fazendo com que ele saísse de perto da entrada e fosse averiguar. Daniele então abriu a porta do armário do zelador e disse que estava tudo bem, que a polícia já tinha saído, que a confusão já tinha se desfeito, que ninguém apareceu para procurá-los e que o sol já estava quase para nascer. Era hora de irem embora.Os dois se despediram de Daniele, agradecendo muito e observando os cortes profundos que ela tinha na face, nos braços e em algumas outras áreas visíveis do seu corpo, como se ela tivesse sido cortada por alguém que realmente é odiava muito.

Gael havia pego alma de Sanha junto com Pedro, e haviam descido pela escada. A escada era muito mais longa e sombria do que ele havia imaginado e a cada passo que devam, a alma de Sanha ficava mais pesada. Gael, no instinto ainda dos seus tempos de vivo, procurou nos bolsos do morto que estava sendo carregando por alguma coisa de valor. Encontrou uma faca. Guardou junto a seu corpo fantasmagórico. Quando finalmente chegaram ao final da escada viram uma grande porta, guardada por um homem alto com aproximadamente 2,5 metros de altura, segurando um enorme cutelo, com as roupas ensanguentadas de alguém que parecia ser um açougueiro em vida. Sua cabeça era calva e os cabelos que ainda existiam, eram desgrenhados. Possuía olhos acinzentados e mortos e dentes podres. O homem se apresentou como Simulacro e perguntou o que aquelas duas almas faziam ali carregando uma terceira. Gael hesitou, procurando não dizer nada que pudesse ofender àquela grande fera. Pedro disse que eles testemunharam um assassinato e trouxeram a alma para o destino final, uma vez que nenhuma outra Força apareceu. Pedro disse o seu nome e que os dois, tanto ele quanto Gael, eram membros da casa dos Filhos de Jocasta. Aquilo deixou Gael um pouco surpreso, contudo ele entendeu que Pedro apenas queria evitar que o homem com o cutelo fizesse mais perguntas. O homem apenas pediu que os dois dessem mais cinco passos à frente e depositassem alma que haviam trazido após os umbrais. No momento em que isso foi feito, começou a crescer uma espécie de placenta ao seu redor da alma de Sanha, um casulo feito de um material que parecia vísceras e carne. Pedro Gael retornaram para a superfície e durante a subida Gael questionou a Pedro o porquê que eles tinham feito aquilo. Pedro disse que fizeram aquilo pelo prêmio e mostrou uma moeda em sua mão, Gael notou que também havia recebido uma moeda de chumbo, quase do tamanho de um dobrão espanhol. Pedro disse que elas poderiam servir para comprar muitas coisas entre os mortos: desejos; vontades; auxílios; liberdade... mas que quanto maior fosse o prêmio desejado, mais caro seria. Ao saírem do submundo surgiram no cemitério Campo da Esperança. Pedro então convidou Gael para na sexta-feira, a meia-noite, aparecesse para uma reunião da casa dos Filho de Jocasta. A reunião seria perto da cova da menina Ana Lídia.

O dia passa e a noite caiu, quando o Gael começou a tocar sua não vida mais uma vez. Ele estava começando a organizar o que iria fazer naquela noite quando recebeu uma onda estranha ao seu redor. Era como se acontecesse um chamamento. Gael então se concentrou na voz que chamava seu nome, de forma com passada e assertiva,. Quem o chamava era Fofão, um amigo seu em vida, e a única pessoa que realmente tentou evitar que ele fosse morto. Gael sentia uma espécie de obrigação junto àquele rapaz e foi ao seu encontro, onde se materializou. Fofão tinha feito uma espécie de despacho para evoca-lo. Trocaram lembranças e ofensas, como os bons amigos que eram em vida. Fofão disse que precisava de ajuda do outro mundo. Fofão precisava que Gael fosse até ao inferno e perguntasse a uma mulher que estava aprisionada lá se ela ainda queria que o trabalho de assassinato fosse feito. Ela havia pagado muito bem. Gael aceitou, uma vez que Fofão poderia ajudá-lo a entrar na casa do Mago. Conversou com Zimmermann, uma vez que ele era a única pessoa que conhecia que podia entrar no inferno ou pelo menos assim ele supôs. Victor aceitou levar Gael ao inferno, através dos poderes de Malfas, no seu senhor. Eram poucas as vezes que ele usava sua forma demoníaca, com seus espinhos na cabeça, a fumaça saindo do seu corpo, as asas com penas negras ensanguentadas em suas costas, com o cheiro forte de queimado característico de Malfas. Com o ritual executado desceram para um inferno. Quando chegaram lá encontraram uma demônia com a língua serpentina e escamas no lugar de sua pele, ela estava sentada a uma mesa de escritório, pois acima de tudo o inferno é burocrático. Após uma ligeira conversa entre os três, Gael recebeu a permissão de entrar e ir até a cela 6642 aonde estava Melissa a mulher que assassinou seus próprios filhos, todos os seus amantes e suas esposas. Após uma longa caminhada chegou à cela. Viu um demônio de pele avermelhada, chifres e rabo aguardando sua chegada. O demônio entrou na cela 6642 e chamou a moradora daquele local. Veio uma mulher com olhar cansado, os cabelos sujos de excrementos e várias feridas ao redor do corpo. Gael perguntou se ela ainda queria que o trabalho encomendado a Fofão fosse executado. a mulher ficou vermelha, esbravejou, se desesperou e com ódio entre os dentes, que rangeram e trincaram, ela gritou que sim, que todos aqueles pelos quais ela havia pago para morrer, deveriam morrer. De posse da informação Gael e Victor Zimmermann retornaram ao mundo dos homens. A contragosto Gael informou a Fofão que ele deveria continuar o seu serviço, agora era a vez de Fofão tomar a sua própria decisão.
Zeca descansou na casa de Isabela Rodrigues, a mulher que o amparou depois que ele saiu da sepultura e onde reparava as feridas do seu corpo. Com a noite, Zeca foi para Taguatinga ver se conseguia alguma informação sobre Mago da vida, que o perseguia, até quem sabe descobrir um caminho para entrar em seu refúgio. Quanto mais se aproximou do local indicado por Madame Ágata, mas ele sentiu uma pressão sobrenatural sobre seu corpo. Era como Madame havia dito, existia um tipo de proteção ao redor do local sagrado do Mago. Zeca resolveu testar as capacidades dessa proteção e, quando se aproximou mais, ele escutou o barulho de vidro estilhaçando. Eram vidraças de um comércio próximo. Os cacos de vidro se juntaram em formas humanóides e três espíritos de vidro partiram para cima do ressurgido. Um deles foi sumariamente destruído pelos segredos que Zeca trouxe da morte. A ave da morte, que estava no ombro de Zeca conseguiu voar um pouco antes do ressurgido ser trespassado pelas lascas de vidro dos outros espíritos e jazer no chão. A ave negra de voz soturna gritou para a noite e voou para o limbo. Poucos eram seus aliados naquela terra, mais a corte da Lua ainda lhe devia alguns favores. Chegou até César, o feérico, que estava acompanhado de Gregório e com eles teve uma uma rápida conversa sobre deveres, obrigações e sobre preços a serem pagos. Ela queria que eles ajudassem a retirar o corpo de Zeca do meio da rua onde estava e levá-lo para sua própria cova, antes que os seus inimigos o encontrassem. Gregório transportou a todos utilizando a ave como guia. Resgataram o corpo de Zeca, levaram-no para o cemitério, colocaram-no dentro de sua cova. A ave permitiu que o mago e o feérico observassem o Renascer daquele Justiceiro. Para tanto eles deveriam estar presentes à meia-noite da sexta-feira, naquele mesmo local.
Personagens Jogadores
Dr. Victor Zimerman, maculado;
César, um féerico metamorfo;
Gael, o espírito;
José Carlos “Zeca”, ressurgido;
Gregório Prates, um mago.
Personagens Não Jogadores
Madame Ágata, vidente;
Melissa, assassina de seus filhos;
Florisbela; amante de César;
Imani, fae;
Lucila, vampira;
Aldo Ronão, humano;
Sanha, amigo de Aldo;
Pedro, fantasma;
Simulacro, fantasma guardião;
Daniele, a louca;
Dois capangas;
Fofão, amigo de Gael;
Vitor Vargas, mago da vida;
Isabela Rodrigues; recanto seguro de Zeca.
Sombras Urbanas
Vícios Sombrios em Almas Perdidas
Comentários
Postar um comentário