Por Todas as Noites Áridas - Sessão 15
É necessário que o leitor tenha mais de 18 anos.
Continue por sua conta e risco.
Finriel Mabus, Hiram Borba e Rodrigo Dantas estavam no mundo espiritual, em frente a seis criaturas que estavam ao redor do que havia sido o portal de Andromálius. Eles tentavam entender melhor o que era aquilo. Viram que o monte de ossos e carne que queimava realmente eram resquícios espirituais daqueles que foram queimados dentro da casa.
Nem o vampiro, nem o lobisomem, nem o feérico conseguiam chegar perto, nem olhar, para os seis que guardavam que um dia havia sido o portal. Rodrigo Dantas então tentou interceder. utilizou suas capacidades de conversar com a natureza espiritual para chegar mais próximo daqueles estranhos seres, mas eles não eram espíritos naturais. O desespero tomou conta de Rodrigo, ele sucumbiu ao medo e correu, transformado em lobo. Entretanto mesmo o desespero traz sabedoria, e Rodrigo entendeu que aquelas criaturas guardavam o portal e estavam ali não a muito tempo, provavelmente no momento em que a casa pegou fogo e o ritual deixou de existir. Eles foram chamados por alguém desconhecido e ficarão lá até o fim dos dias. Rodrigo correu e correu e correu, fugindo de tudo e de todos. Foi encontrado a 3 km do local por onde entraram para aquele mundo espiritual. Finriel e Hiram ficaram preocupados com o que estava acontecendo, por vários motivos: primeiro, Rodrigo era um aliado; segundo, nenhum dos dois sabia como sair dali.
Durante todo o processo de corrida de desespero Rodrigo teve a visão de que jamais chegaria próximo àquelas criaturas. Rodrigo estava cansado, abatido, mas mesmo assim tentou fazer um novo ritual para voltarem ao mundo físico. Não conseguiu. Não estava alinhado nem tinha energia suficiente para tal.. Mas mesmo quando um lobisomem não consegue atravessar entre os mundos ele tem conhecimento de alguns caminhos que poderiam ajudar. Foram em direção a um regato, pois os espíritos da água trafegam entre os dois mundos. Conversaram com o espírito - Vértice Anis - que aceitou levá-los para o mundo físico.
Dois dias depois Hiram foi conversar com Alice, a historiadora, e pediu que ela cuidasse de seus negócios, principalmente do pub Noturno’s. Borba disse iria para uma jornada extremamente perigosa. Alice Moreira se mostrou muito preocupada, mas acatou o pedido de Hiram, que ela tanto amava. Afinal era uma forma de ela conseguir mostrar para ele que conseguiria cuidar das coisas, de mostrar que gostava dele realmente e também, bem, também ela poderia conseguir algo para si mesma.
Naquela noite os Rodrigo, Hiram e Finriel se reuniram. E convocaram Prana, através da moeda, do nome dela na língua bast e de uma boa quantidade de comida (pelo que se percebeu os bast gostam muito de comer). Prana surgiu, conforme a conjuração tomava efeito. Finriel conversou com ela e disse que eles estavam prontos para irem. Prana ainda discutiu um pouco, dizendo que o inferno era um lugar ruim e que ela se pudesse jamais voltaria lá.
Foram em direção ao Gama. Chegaram a um dos edifícios da cidade e Prana falou para Finriel pedir ao porteiro chamar por Penélope, no apartamento 606, sexta torre. E isso foi feito. Depois de alguns momentos os três vêem uma mulher de aparência jovial, vítima de obesidade mórbida, com restrição de movimento devido ao peso, com uma bengala para ajudá-la a se locomover. Seu rosto era de uma das pessoas mais lindas que jamais algum deles já havia visto. Vários sentimentos passaram pela mente dos presentes. Hiram foi o primeiro a beijar a mão da jovem. O vampiro impôs-se de modo sedutor e falar manso, típico de seu comportamento. Rodrigo foi mais incisivo e direto nas apresentações. Finriel foi inconstante. Penélope então perguntou se eles trouxeram os materiais para que o caminho fosse aberto - o cachorro, para o sacrifício, a aguardente e o tecido vermelho - Finriel e os outros ficaram sem saber, pois Prana não havia comentado nada a respeito de um sacrifício animal. Penélope argumenta que os três (inicialmente havia comprado quatro passagens) vão para o inferno, e não se entra em um lugar assim sem que o mal seja executado. O sacrifício do cão, de forma violenta e sofrida, deveria acontecer, era o jeito. Exitaram, mas o destino não lhes sorriu. Concordaram. Compraram a aguardente, usaram a camisa de Hiram como tecido vermelho (a seda havia sido presente ainda em vida) e o próprio vampiro convenceu, com suas palavras hipnóticas, a uma criança a doar seu animal para o sacrifício. (a criança era down e o animal seu único amigo).
Penélope ficou satisfeita com o cachorro. Pediu para partirem na frente, a um quilômetro de onde estavam, em direção a uma encruzilhada. Lá eles a encontrariam em pouco tempo. Foram. No caminho Prana conversou com eles e disse para deixarem todas as coisas brancas que tivessem com ela, que ela cuidaria, caso eles voltassem. Disse ainda que o inferno era muito semelhante em filosofia ao Labirinto, contudo, ao contrário do Labirinto, o inferno não tinha saída. Indagaram como ela havia saído de lá, ela foi ríspida e não respondeu, dizendo que não contaria todos os seus segredos. Havia mágoa em sua voz.
Chegaram à encruzilhada. Quando menos imaginaram, viram Penélope se aproximar, sentada em uma moto scooter elétrica (para não poluir o ambiente, ela diria). Ela desembarcou da scooter e logo se posicionou à frente do que iriam viajar. Iniciou os preparativos. Ela pegou um garrafa térmica da mochila e quatro taças. Uma das taças ela quebrou, pois havia apenas três viajantes. Deu as outras taças a Rodrigo, Hiram e Mabus e preencheu com um líquido viscoso e vermelho intenso. Rodrigo bebeu o líquido e sentiu o sabor ferroso, Finriel não estava satisfeito nem acostumado com aquilo, mas bebeu mesmo assim, entretanto Hiram levou a taça à boca e sorveu animadamente o seu conteúdo, apenas para quase vomitar. Era sangue, como ele suspeitou, mas não era sangue humano, era sangue de animal. Penélope diz “sangue de galinha, mas com encantamento”. Logo em seguida ela ordena que matem o cão. Hiram, com o sabor asqueroso de sangue animal na boca, disse que executaria a tarefa, pegou o pequeno cachorro e o enforcou lentamente, deixando sua fera interior se saciar com a maldade. Quando o animal já não se movia, Penélope ordenou que ele fosse arremessado no centro da encruzilhada. O cão jazia, em espasmos pós morte. Era hora da aguardente, beberam, um de cada vez e à medida que a garrafa chegava ao seu fim, a aparência de Penélope mudava. Inicialmente viam a língua bifurcada, depois os 3 pares de chifres em sua cabeça de olhos pretos, sem pupilas nem pálpebras, logo viram a coroa de fogo, a pele escamada, os braços longos e dedos em formas de garras, uma enorme boca no abdome imenso e as pernas atarracadas.
Penélope se abaixou, cortou a barriga do cão e puxou as tripas para fora, segurando com ambas as mãos, estendida sobre a cabeça ela diz com uma voz linda e musical: “Passem pelas tripas e entrem em minha barriga… EU SOU O PORTAL!!!!”. E assim fizeram.
Personagens dos Jogadores
Hiram Borba Marques: vampiro;
Finriel Mabus: fae;
Estevão Matarazzo: caçador;
Rodrigo Dantas: lobo.
Durante todo o processo de corrida de desespero Rodrigo teve a visão de que jamais chegaria próximo àquelas criaturas. Rodrigo estava cansado, abatido, mas mesmo assim tentou fazer um novo ritual para voltarem ao mundo físico. Não conseguiu. Não estava alinhado nem tinha energia suficiente para tal.. Mas mesmo quando um lobisomem não consegue atravessar entre os mundos ele tem conhecimento de alguns caminhos que poderiam ajudar. Foram em direção a um regato, pois os espíritos da água trafegam entre os dois mundos. Conversaram com o espírito - Vértice Anis - que aceitou levá-los para o mundo físico.
Dois dias depois Hiram foi conversar com Alice, a historiadora, e pediu que ela cuidasse de seus negócios, principalmente do pub Noturno’s. Borba disse iria para uma jornada extremamente perigosa. Alice Moreira se mostrou muito preocupada, mas acatou o pedido de Hiram, que ela tanto amava. Afinal era uma forma de ela conseguir mostrar para ele que conseguiria cuidar das coisas, de mostrar que gostava dele realmente e também, bem, também ela poderia conseguir algo para si mesma.
Naquela noite os Rodrigo, Hiram e Finriel se reuniram. E convocaram Prana, através da moeda, do nome dela na língua bast e de uma boa quantidade de comida (pelo que se percebeu os bast gostam muito de comer). Prana surgiu, conforme a conjuração tomava efeito. Finriel conversou com ela e disse que eles estavam prontos para irem. Prana ainda discutiu um pouco, dizendo que o inferno era um lugar ruim e que ela se pudesse jamais voltaria lá.
Foram em direção ao Gama. Chegaram a um dos edifícios da cidade e Prana falou para Finriel pedir ao porteiro chamar por Penélope, no apartamento 606, sexta torre. E isso foi feito. Depois de alguns momentos os três vêem uma mulher de aparência jovial, vítima de obesidade mórbida, com restrição de movimento devido ao peso, com uma bengala para ajudá-la a se locomover. Seu rosto era de uma das pessoas mais lindas que jamais algum deles já havia visto. Vários sentimentos passaram pela mente dos presentes. Hiram foi o primeiro a beijar a mão da jovem. O vampiro impôs-se de modo sedutor e falar manso, típico de seu comportamento. Rodrigo foi mais incisivo e direto nas apresentações. Finriel foi inconstante. Penélope então perguntou se eles trouxeram os materiais para que o caminho fosse aberto - o cachorro, para o sacrifício, a aguardente e o tecido vermelho - Finriel e os outros ficaram sem saber, pois Prana não havia comentado nada a respeito de um sacrifício animal. Penélope argumenta que os três (inicialmente havia comprado quatro passagens) vão para o inferno, e não se entra em um lugar assim sem que o mal seja executado. O sacrifício do cão, de forma violenta e sofrida, deveria acontecer, era o jeito. Exitaram, mas o destino não lhes sorriu. Concordaram. Compraram a aguardente, usaram a camisa de Hiram como tecido vermelho (a seda havia sido presente ainda em vida) e o próprio vampiro convenceu, com suas palavras hipnóticas, a uma criança a doar seu animal para o sacrifício. (a criança era down e o animal seu único amigo).
Penélope ficou satisfeita com o cachorro. Pediu para partirem na frente, a um quilômetro de onde estavam, em direção a uma encruzilhada. Lá eles a encontrariam em pouco tempo. Foram. No caminho Prana conversou com eles e disse para deixarem todas as coisas brancas que tivessem com ela, que ela cuidaria, caso eles voltassem. Disse ainda que o inferno era muito semelhante em filosofia ao Labirinto, contudo, ao contrário do Labirinto, o inferno não tinha saída. Indagaram como ela havia saído de lá, ela foi ríspida e não respondeu, dizendo que não contaria todos os seus segredos. Havia mágoa em sua voz.
Chegaram à encruzilhada. Quando menos imaginaram, viram Penélope se aproximar, sentada em uma moto scooter elétrica (para não poluir o ambiente, ela diria). Ela desembarcou da scooter e logo se posicionou à frente do que iriam viajar. Iniciou os preparativos. Ela pegou um garrafa térmica da mochila e quatro taças. Uma das taças ela quebrou, pois havia apenas três viajantes. Deu as outras taças a Rodrigo, Hiram e Mabus e preencheu com um líquido viscoso e vermelho intenso. Rodrigo bebeu o líquido e sentiu o sabor ferroso, Finriel não estava satisfeito nem acostumado com aquilo, mas bebeu mesmo assim, entretanto Hiram levou a taça à boca e sorveu animadamente o seu conteúdo, apenas para quase vomitar. Era sangue, como ele suspeitou, mas não era sangue humano, era sangue de animal. Penélope diz “sangue de galinha, mas com encantamento”. Logo em seguida ela ordena que matem o cão. Hiram, com o sabor asqueroso de sangue animal na boca, disse que executaria a tarefa, pegou o pequeno cachorro e o enforcou lentamente, deixando sua fera interior se saciar com a maldade. Quando o animal já não se movia, Penélope ordenou que ele fosse arremessado no centro da encruzilhada. O cão jazia, em espasmos pós morte. Era hora da aguardente, beberam, um de cada vez e à medida que a garrafa chegava ao seu fim, a aparência de Penélope mudava. Inicialmente viam a língua bifurcada, depois os 3 pares de chifres em sua cabeça de olhos pretos, sem pupilas nem pálpebras, logo viram a coroa de fogo, a pele escamada, os braços longos e dedos em formas de garras, uma enorme boca no abdome imenso e as pernas atarracadas.
Penélope se abaixou, cortou a barriga do cão e puxou as tripas para fora, segurando com ambas as mãos, estendida sobre a cabeça ela diz com uma voz linda e musical: “Passem pelas tripas e entrem em minha barriga… EU SOU O PORTAL!!!!”. E assim fizeram.
Personagens dos Jogadores
Hiram Borba Marques: vampiro;
Finriel Mabus: fae;
Estevão Matarazzo: caçador;
Rodrigo Dantas: lobo.
Personagens não jogadores
Penélope, maculada;
Vértice Anis, espírito da água;
Alice Moreira, dra em história da UnB;
Prana, bast.
Sombras Urbanas
Por todas as noites áridas



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