Vícios Sombrios em Almas Perdidas - Sessão 06

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Continue por sua conta e risco.

Victor Zimmerman viu os diabretes carregarem o corpo de Marina Estrela chão adentro. Tudo o que havia sobrado da mulher, no mundo exterior, havia sido um aparelho celular, e guardá-lo não parecia uma má ideia. E foi aí que algum tempo depois do assassinato o telefone tocou. Victor olhou para o aparelho por algum tempo, antes de atendê-lo. Na tela aparecia escrito "Amor". Do outro lado da linha uma voz feminina foi ouvida e uma conversa dissimulada teve início. A voz questionava onde estava Marina e Zimmerman dizia não conhecê-la. A voz mostrava-se preocupada com sua amada. Victor insistia que apenas havia encontrado o aparelho. A voz então proferiu ameaças, como se ela tivesse visto, em seus sonhos, que Marina havia sido traída por alguém próximo, que ela estava em perigo. Victor então retornou as ameaças e disse que levaria a dona da voz para os confins do inferno, onde estava Marina agora. A voz desligou a ligação. Victor mexeu no aparelho, procurando informações sobre a dona da voz. Descobriu fotos, nome, endereço. Tudo estava lá. Flora Coraline era a esposa de Marina Estrela e Diego, o filho de ambas. Victor fez um ritual para conjurar seu senhor, o demônio Malfas, e ofertou a ele a alma da esposa, assim como havia sido entregue a alma de Marina. Malfas ficou contente com a oferta, apenas não sabia onde estava a alma de Marina, ainda.

Gregório Prates cuidava da pequena horta que havia no terreiro. As ondas de calor estavam acabando com os animais e com as plantas. Era uma tarde pacata, com insetos perturbando e um calor intenso, mas embaixo das árvores era bem menos infernal. Foi quando três figuras surgiram e atacaram Gregório. Prates se jogou entre os ciprestes, se arranhando, mas ainda assim evitando os fluxos de energia que eram arremessados contra ele, na intensão de destroçá-lo. Conseguiu eliminar vários dos ataques através de sua própria magia, mas eles eram muitos, certamente sua pistola viria a calhar naquele momento. Correu para dentro da casa, tentando se esconder entre as plantas, pegou sua pistola. Pulou pela janela, agora que estava munido de coragem. Com a arma apontada, proferiu um encantamento que aprisionou os três algozes. Vendo que estavam imobilizados, não havia outra saída, partiram assim como chegaram, desaparecendo no ar. Lá entre as plantas, agora num jardim destruído, Gregório viu um objeto que estava entre sua realidade e outro mundo. Com sua magia conseguiu tirar aquele objeto do estado entre-fases e o observou com atenção. Era um bastão sextavado, com aproximadamente 20 cm de comprimento e pouco mais de uma polegada de espessura. Em cada um dos seis lados havia inscrições estranhas. Gregório já tinha visto algo semelhante em um de seus livros.

Gael viu a mulher ser carregada para o submundo por vários diabos, depois que ela foi massacrada pela criatura alada que era Zimmerman. A violência e brutalidade fizeram o espectro observar a tudo de forma passiva, até que, no último momento, ele viu quatro moedas na mão da mulher. Seu senso de justiça cresceu então, e ele lutou contra os diabretes, liberando a alma de Marina Estrela, de ser tragada pelo inferno. Um dos diabos, abatido no chão, pediu para que Gael tivesse piedade e não o destruísse e jamais contasse que ele havia participado daquela tentativa fracassada de levar a alma de Marina para o inferno. Gael concordou, mas também sabia que havia colocado Victor Zimmerman em maus bocados com quem o controlasse. Quando guardou as quatro moedas em seu alforje, uma escadaria apareceu à sua frente. Assim como havia feito meses atrás, quando ajudou Pedro, Gael pegou a alma da recém falecida Marina e a ajudou a descer as escadarias. Marina, ao contrário do primeiro espírito que havia levado, estava consciente de si mesma, mas não possuía forças para se movimentar. Ela perguntava sobre seu destino, sobre o por quê foi traída por Gregório. Gael não tinha respostas, apenas levava a mulher. No fim da escadaria Gael viu uma vez mais a imagem ameaçadora de Simulacro. Desta vez ele colocou a alma do outro lado da porta e viu o casulo se formar ao redor de Marina. Simulacro ainda o testou, perguntando a ele qual destino deveria dar à mulher, pois nela havia uma sede de vingança. Gael apenas disse que o destino dela pertencia a ela, mas que as circunstâncias que a levaram até ali, eram injustas. Gael estendeu a mão, esperando o pagamento pela alma. Simulacro pagou duas moedas. O espectro então foi ao cemitério Campo da Esperança. Sua mente fervilhava com dúvidas e ele precisava de respostas. Jocasta provavelmente era uma fonte confiável. Perguntou a Jocasta sobre o que havia acontecido com a mulher, sobre as escadas, sobre o que poderia fazer de sua pós vida. Jocasta respondeu a tudo com calma, paciência e com as respostas que possuía, mas achou muito estranho as escadas se abrirem duas vezes, para Simulacro, sem um ritual apropriado. Jocasta deu então um presente a Gael, uma artefato das escadarias, uma moeda ritual, com ela e as  palavras corretas, uma escadaria surgiria, para levar a alma para outro lugar. Jocasta marcou a testa de Gael com o símbolo dos psicopompos, os carregadores dos mortos, e explicou para ele porque todos ali eram filhos de Jocasta... Entraram em um túmulo vazio e a energia da morte fluiu entre ambos, de uma forma que Gael não imaginou que existisse.

César estava preocupado, tenso com os eventos tanto relacionados a Bonga, que desapareceu com Florisbela, sua amada, quanto com Imani, o maldito que queria ser o líder do tráfico de drogas sobrenaturais. Nenhuma palavra de Freitas havia sido ouvida, nenhum ataque aos seus inimigos foi perpetrado ainda. Então César recebeu a visita de um dos policiais que trabalhavam com Freitas. Antony Batista era um jovem policial civil, forte, bem apessoado, com enormes expectativas para o futuro e muita ganância. Antony contou a César que Freitas estava para traí-lo. Que Freitas havia recebido dinheiro de Imani e que em vez de atrapalhar as coisas de seu algoz, atacaria a boca de César. Aquilo deixou César enfurecido. César soube que o vegano Antony queria o lugar de Freitas e era ambicioso o suficiente para se vender, se aquilo o ajudasse. César agradeceu. Dois dias depois conseguiu levar Freitas no mesmo restaurante onde havia conversado com Antony. Freitas não mostrava preocupação, pois não sabia que havia sido esfaqueado pelas costas. A situação mudou no instante em que os olhos de Freitas e César se encontraram. O feérico induziu o medo no coração do policial, que começou a tremer e suar. César amaldiçoou Freitas pela traição que ele planejou. Freitas ainda tentou mentir e dissuadir César, mas a verdade é aliada dos feéricos e as palavras mentirosas de Freitas se tornaram grilhões sob o controle de César. Apesar de tudo, César tinha uma grande admiração  pela esposa de Freitas, Ana Laura, e  a compaixão permitiu que propusesse a Freitas que ele apenas tirasse férias imediatas, saísse da cidade por alguns meses. Ainda deu dinheiro a Freitas, que tencionou saiu e desespero do restaurante. Entretanto, instantes antes que Freitas saísse, deixou escapar que às vezes quem não come carne pode ser mais confiável. Freitas entendeu que foi traído por Antony, mas o medo em seu coração apenas fez com que ele partisse. César agora colocaria suas maquinações em movimento. Era o fim da passividade.

Personagens Jogadores
Dr. Victor Zimmerman, maculado;
César, um féerico metamorfo;
Gael, o espírito;
José Carlos “Zeca”, ressurgido;
Gregório Prates, um mago. 

Personagens Não Jogadores
Marina Estrela, caçadora com facas, humana.;
Flora Coraline, vidente, esposa de Marina;
Antony Batista, policial civil;
Jocasta, fantasma;
Ana Laura, esposa de Freitas;

Imani, traficante feérico;
Freitas, policial civil;
Os atacantes, indefinido;
Malphas, um demônio.
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Sombras Urbanas
Vícios Sombrios em Almas Perdidas

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