Estripador - Godsend Agenda RPG

Os quatro heróis entraram na fábrica abandonada, cercando Pancada e seus homens, mas mesmo após derrubar um deles, que estava vestido de Robocop, e quase exterminar um segundo, Pancada caiu, junto de seus capangas.

O velocista, que já era conhecido como Fugaz, gritou para os trabalhadores saírem ordenados, pois eles estavam livres.

Os trabalhadores que processavam e embalavam a droga correram, alguns com pequenos pacotes embaixo dos braços, outros somente fugiram o mais rápido possível.

Do alto do prédio, já bem próximo do teto, no lugar chamado de ‘o ninho’, Estripador observava com raiva, era hora de sair dali.

Pouco antes de alçar voo, Estripador ainda ouviu Pancada informar onde Vampiro estava, na boate Aurora.

“idiota!” - Estripador pensou enquanto ganhava altura e distância.

Seus olhos rapidamente se adaptaram à pouca luz noturna.

Muitas coisas passavam em sua cabeça: primeiro ele precisaria avisar ao Vampiro que suas operações na fábrica caíram; depois ele deveria ir atrás dos trabalhadores que roubaram sua mercadoria; e por fim ele observaria de mais perto as ações daqueles quatro.

Mas naquele momento ele viu um dos trabalhadores, com uma boa quantidade de pacotes, indo em direção a um terreno baldio. Bem, era melhor pegá-lo logo e resolver isso de uma vez.

Em uma descendente acentuada o homem pássaro de metal projetou seus membros traseiros para frente, na última hora, segurando firmemente o rapaz, que não tinha mais do que 20 anos, e ambos subiram com grande velocidade.

Mal deu tempo do homem gritar. Estripador o segurava pelos ombros com as garras de seus pés. Ele fez o metal entrar mais na carne do jovem e com sua voz esganiçada ameaçou soltá-lo se ele desse mais um pio.

O jovem ficou em um silêncio desesperador enquanto era transportado pelo ar nas garras daquele vilão.

Estripador pousou no alto de um prédio não muito distante de onde havia caçado sua presa e lá, com uma visão privilegiada de toda a cidade, ele arremessou o jovem sobre algumas telhas. O rapaz caiu batendo os joelhos e cotovelos. Os pacotes se espalharam.

O homem ave se aproximou com seu olhar macabro.

“Então você ia roubar da gente, Vicente?” - ele se movimentava de uma forma rapinante.

“Não! Não senhor! Eu só peguei um pouco. Peguei para os outros lá não entregarem à polícia!” - o desespero em sua voz era uma música saborosa para Estripador, que riu com um desdém explícito.

Estripador bateu as asas e se ergueu ao ar mais uma vez, pairando ameaçadoramente sobre o assustado homem. Suas garras de metal ficavam cada vez mais e mais próximas. O desesperado Vicente sequer conseguia gritar. As garras lhe feriram o rosto e o peito, o sangue verteu.

“Não o matarei, mas quero você de volta ao trabalho assim que a operação retornar. E já que você salvou esses pacotes para o chefe, vou levá-los comigo para mostrar a ele toda sua dedicação.”

E enquanto Vicente via o Estripador partindo, apostou em sua sorte e perguntou - “E eu? Como desço daqui?”.

Estripador se virou, olhou diretamente em seus olhos e falou - “ou você acha uma maneira, ou eu te arremesso lá embaixo, você escolhe.”

O rapaz virou-se rapidamente e correu em direção a uma porta, que ele sabia estar fechada. Era melhor tentar arrombá-la e arriscar acordar um zelador do que fazer uma viagem rápida em direção ao solo.

Estripador se perde no céu de São Paulo, a Delta City dos super seres. A noite ainda não havia acabado.
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Godsend Agenda RPG

Delta City, a cidade dos heróis.

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