FUGAZ - Godsend Agenda RPG
A velocidade era sua maior aliada. Apesar de sempre ficar extremamente cansado, correr era seu maior prazer. O ar que batia em seu rosto não o feria, porque seu corpo se adaptava perfeitamente àquele movimento sobre-humano. Toda a cidade era sua pista de corridas, apesar de às vezes pequenos acidentes ocorrerem, e no meio da mais alta velocidade alcançada por Fugaz, um ligeiro esbarrão acabava como um cataclismo autocontido e até hilário.
Foi um esbarrão, enquanto tentava desviar habilmente de vários carros que cruzaram seu caminho, que o fez parar, esbaforido, sob o som da buzina do motorista que se assustou com o baque. Um aceno de desculpas, um sorriso carismático, uma piscada de olho sob a máscara amenizou a raiva do popular e deu tempo para uma olhada rápida ao redor, fazendo-o notar o público atônito que se aglomerava embaixo do grande edifício no centro.
As pessoas olhavam para cima e gritavam em pavor. Várias direcionavam as lentes das câmeras em direção à qual apontavam.
Fugaz forçou a vista e viu, no topo do prédio, um vulto vacilante na beirada. Aquilo não estava certo. Longe dali ele ouviu o carro dos bombeiros que se aproximavam e um helicóptero que pairava alto. Parecia que estava sob controle, mas não poderia deixar de ajudar, pois qualquer momento era crucial em uma situação como aquela!
Sem pensar ou sequer recuperar o fôlego, Fugaz correu pela lateral do prédio, numa ascensão permitida apenas por sua fantástica velocidade.
Quando finalmente chegou ao topo ele parou, pois não queria assustar a pessoa, fosse ela quem fosse.
O velocista viu então uma jovem bem-vestida, limpa, de pele bronzeada que chorava copiosamente olhando para baixo. O que se passava em sua cabeça ninguém saberia dizer ao certo, talvez nem ela mesma poderia explicar o que a fez subir no alto daquele edifício e colocar-se tão próxima de seu fim, no auge da juventude. Sua face demonstrava uma grande dor à medida que suas lágrimas se precipitam rumo ao abismo que terminava na rua muito abaixo.
Fugaz prendeu a respiração por um momento, buscando em sua alma pelas palavras certas a serem ditas, mas o tempo, ou o acaso, é um vilão impiedoso, porque antes mesmo do herói abrir a boca para tentar convencer a moça de não fazer alguma coisa estúpida, ela se virou, olhou assustada para o herói, deu um passo para trás e tropeçou em seus pés, despencando sem amarras para um término fatal!
Fugaz se desesperou ao notar que talvez não seria capaz de pegá-la antes dela se romper no asfalto. Fugaz então agiu e começou a correr pela lateral do edifício, agora rumo ao chão, que se aproximava rápido e mortal.
A distância era curta, mas ele não podia desistir, ele sabia das consequências caso falhasse. Ele correu além de seu limite, impôs maior velocidade. Seu traje começou a se desfazer, pois nunca havia experimentado aquele atrito. Seu corpo cobraria caro por aquela corrida! Ela continuava caindo e estava cada vez mais próxima do chão quando ele finalmente chegou até ela!
Em um átimo, Fugaz a pegou em seus braços, apenas um instante antes dos dois atingirem o solo. Saindo heroicamente de seu movimento vertical ele voltou à horizontalidade e continuou seu percurso ainda por alguns metros, salvando a moça da morte praticamente inevitável.
As lágrimas do rosto da mulher secaram com a velocidade e a queda, mas o semblante de dor e sofrimento permaneceram.
Ela não conseguia largar o herói. Manteve seus braços ao redor do corpo de seu salvador como se ainda estivesse caindo.
“Eu fiquei realmente preocupado quando você pulou…” - disse Fugaz com seu jeito jovial, porém repleto de apreensão pelo momento.
“Eu pensei que você não conseguiria me pegar, mas ali no meio de tudo, quando vi toda a minha vida passar diante de seus olhos, rezei para que conseguisse e me desse uma nova chance.” - ela ergueu um pouco a cabeça e beijou os lábios do herói, de forma agradecida. E então caiu num choro profundo.
Ela se deixou nos braços de Fugaz, que a carregou calmamente em direção à ambulância, agora sob os aplausos da multidão.
Foi um esbarrão, enquanto tentava desviar habilmente de vários carros que cruzaram seu caminho, que o fez parar, esbaforido, sob o som da buzina do motorista que se assustou com o baque. Um aceno de desculpas, um sorriso carismático, uma piscada de olho sob a máscara amenizou a raiva do popular e deu tempo para uma olhada rápida ao redor, fazendo-o notar o público atônito que se aglomerava embaixo do grande edifício no centro.
As pessoas olhavam para cima e gritavam em pavor. Várias direcionavam as lentes das câmeras em direção à qual apontavam.
Fugaz forçou a vista e viu, no topo do prédio, um vulto vacilante na beirada. Aquilo não estava certo. Longe dali ele ouviu o carro dos bombeiros que se aproximavam e um helicóptero que pairava alto. Parecia que estava sob controle, mas não poderia deixar de ajudar, pois qualquer momento era crucial em uma situação como aquela!
Sem pensar ou sequer recuperar o fôlego, Fugaz correu pela lateral do prédio, numa ascensão permitida apenas por sua fantástica velocidade.
Quando finalmente chegou ao topo ele parou, pois não queria assustar a pessoa, fosse ela quem fosse.
O velocista viu então uma jovem bem-vestida, limpa, de pele bronzeada que chorava copiosamente olhando para baixo. O que se passava em sua cabeça ninguém saberia dizer ao certo, talvez nem ela mesma poderia explicar o que a fez subir no alto daquele edifício e colocar-se tão próxima de seu fim, no auge da juventude. Sua face demonstrava uma grande dor à medida que suas lágrimas se precipitam rumo ao abismo que terminava na rua muito abaixo.
Fugaz prendeu a respiração por um momento, buscando em sua alma pelas palavras certas a serem ditas, mas o tempo, ou o acaso, é um vilão impiedoso, porque antes mesmo do herói abrir a boca para tentar convencer a moça de não fazer alguma coisa estúpida, ela se virou, olhou assustada para o herói, deu um passo para trás e tropeçou em seus pés, despencando sem amarras para um término fatal!
Fugaz se desesperou ao notar que talvez não seria capaz de pegá-la antes dela se romper no asfalto. Fugaz então agiu e começou a correr pela lateral do edifício, agora rumo ao chão, que se aproximava rápido e mortal.
A distância era curta, mas ele não podia desistir, ele sabia das consequências caso falhasse. Ele correu além de seu limite, impôs maior velocidade. Seu traje começou a se desfazer, pois nunca havia experimentado aquele atrito. Seu corpo cobraria caro por aquela corrida! Ela continuava caindo e estava cada vez mais próxima do chão quando ele finalmente chegou até ela!
Em um átimo, Fugaz a pegou em seus braços, apenas um instante antes dos dois atingirem o solo. Saindo heroicamente de seu movimento vertical ele voltou à horizontalidade e continuou seu percurso ainda por alguns metros, salvando a moça da morte praticamente inevitável.
As lágrimas do rosto da mulher secaram com a velocidade e a queda, mas o semblante de dor e sofrimento permaneceram.
Ela não conseguia largar o herói. Manteve seus braços ao redor do corpo de seu salvador como se ainda estivesse caindo.
“Eu fiquei realmente preocupado quando você pulou…” - disse Fugaz com seu jeito jovial, porém repleto de apreensão pelo momento.
“Eu pensei que você não conseguiria me pegar, mas ali no meio de tudo, quando vi toda a minha vida passar diante de seus olhos, rezei para que conseguisse e me desse uma nova chance.” - ela ergueu um pouco a cabeça e beijou os lábios do herói, de forma agradecida. E então caiu num choro profundo.
Ela se deixou nos braços de Fugaz, que a carregou calmamente em direção à ambulância, agora sob os aplausos da multidão.
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Godsend Agenda RPG
Delta City, a cidade dos heróis.

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