Quando a noite cai: Medos Ácidos - Sessão 0 [Vampiro a máscara 5ª edição]
Quando a noite cai: Medos Ácidos - Sessão 0
(29/01/2023 domingo)
Foi o início do jogo. Entre a preparação e a primeira sessão foram meses. Estávamos no final da campanha de 7th Sea 2nd quando começamos a pensar em V5. Tivemos as semanas do final da ótima campanha de 7th sea, trabalho, vida, mudanças, festas de fim de ano, férias, etc. Agora finalmente jogamos. A primeira sessão de jogo de Vampiro a máscara 5ª edição.
O grupo é formado por cinco vampiros, todos de décima segunda geração, potência de sangue 1 e tem como obrigações com a Camarilla serem Vehme, os que mantém a máscara.
Os membros são: José Teixeira Cavalcante [Ventrue]; Eli Urt [Tremere]; Catarina [Toreador]; Torrado Martins [Nosferatu]; Israel [Lasombra].
Não entrarei nas minúcias das novas tramas do V5, como o mundo se transformou depois do início do milênio, quais clãs saíram e quais entraram na Camarilla, falarei apenas sobre as peculiaridades e ações ocorridas no cenário QUANC: MA (quando a noite cai: medos ácidos), apesar de um pequeno histórico ser necessário.
Após as mudanças políticas, sociais e sobrenaturais da virada do milênio, um novo príncipe assumiu a cadeira e tem costurado com bastante diplomacia e capacidade as arestas deixadas pelo tempo. Maximiliano Jean Carlo, do clã ventrue é o Príncipe de Brasília. Reinhardt [malkaviano] é o Senescal e Lodo [nosferatu] o Xerife.
Os primogênitos são: Jason Wyld [tremere/tremere], Pierre [toreador] e Evil Joker [malkaviano].
Iran Borba [toreador] é a harpia
Os jogadores se reuniram em nosso lugar padrão e Cris foi fazer seu personagem, o Lasombra Israel. E enquanto ela preenchia a ficha do personagem e lia sobre algumas vantagens e desvantagens, iniciamos a sessão.
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O jogo começou com uma trama simples, uma reunião entre os membros da vehme e o contato deles com as camadas superiores da Camarilla, um carniçal conhecido como Vilmar.
Vilmar normalmente era muito cauteloso quando ia contatar os membros da vehme, porque eram um grupo de características fortes e sorrisos mordazes, mas principalmente porque ele obedecia a poderes e não desejava causar má impressão. Entretanto muitos dos protocolos adotados em noites anteriores foram deixados de lado naquele dia. Eli Urt observou que havia uma certa urgência no modo como foram tratadas as formalidades.
Mesmo com toda a pressa, os protocolos e rituais eram necessários. Naquela noite eles se reuniram no terceiro andar o prédio onde operava a Bloodlust, a casa noturna de fachada para as operações da vehme. O aroma característico de água sanitária, fumaça impregnada e ambientes fechados aversos ao sol tomava conta do lugar. Sentado como um convidado querido e ao mesmo tempo indesejado, Vilmar saboreava com paciência e prazer seu drink favorito, uma taça de Nirvana, magistralmente feita pela bartender da Bloodlust. O gin era apreciado a cada pequeno gole e os sabores que o acompanhavam eram divinos. Aquele grupo de predadores podia ser instável e perigoso, mas sabiam como agradar o paladar do carniçal. Que parecia degustar a bebida apenas para mostrar que ele sentia sabores e prazeres que não pertenciam mais aos desmortos, ao menos dava essa impressão.
Vilmar, apesar de apreciar aquelas amenidades, sabia muito bem o seu papel dentro daquela sociedade e naquele lugar em especial. Entregou dois objetos a Cavalcante: uma carta selada e escrita pelo próprio xerife Lodo, que de forma direta parabenizava o grupo pela excelente execução da última missão que lhes foi demandada e um envelope pardo com um pequeno dossiê sobre um membro chamado Mazira.
Nenhum dos vampiros daquela vehme havia ouvido o nome de Mazira antes. Mazira não era um cainita que obedecia às leis da Camarilla, mas pelo que Vilmar falou e as palavras escritas no dossiê, ele era membro do clã Ravnos, um dos raros daquela espécie ameaçada e estava encarcerado nas masmorras de uma delegacia. E era impreterível que eles retirassem Mazira da cela o mais rápido possível, uma vez que o risco para a máscara era marcado como ALTO.
Por quê o grupo deveria retirá-lo da carceragem e por quê ele mesmo não conseguia sair, foram perguntas silenciosas nas mentes dos vampiros, mas não seria aquele o momento nem a pessoa para questionarem. Aceitaram a missão e partiram para sua execução, apesar de tudo ser muito apressado.
Os trâmites que tomariam eram passos simples: gerariam um apagão na rede elétrica da quadra, impediriam que o backup subisse, entrariam com suas capacidades sobre-humanas na delegacia, confiariam na incompetência dos mortais e, se tudo corresse como planejado, sairiam em menos de 5 minutos.
Entre o momento em que aceitaram a missão e o início da operação sequer seis horas se passaram e com sorte, o maior inimigo dos vampiros ainda demoraria outras três para nascer e banhar o mundo com sua luz. Era pouco depois das duas horas da manhã quando o apagão veio e levou consigo um pouco da esperança dos humanos de se sentirem seguros à noite, numa ilusão de manterem distantes os monstros, apenas por existir um fogo imaginário.
Dentro da delegacia o vampiro aprisionado não parava de gritar. Seu corpo estrava em farrapos de tanto que havia se jogado contra as grades daquela prisão, na esperança de que elas se soltassem e o deixassem partir. O desespero que o assolava era quase tangível, de tão agoniante era sua situação. Quando as luzes do corredor se apagaram e a escuridão dominou, duas sensações preencheram o morto coração de Mazira, medo de que seu momento finalmente havia chegado e uma pequena esperança que seu recado houvesse chegado a ouvidos capazes e que ele fosse retirado dali. Mazira quase estourou quando viu que era a segunda opção.
À sua frente estavam um vulto feminino com uma voz aveludada e um pequeno duende deformado que ele reconhecia como membro dos nosferatu. Quem era ele para questionar seus salvadores? Apenas aceitou seu destino, mesmo que após saírem, sua não-vida estivesse nas mãos daquelas pessoas.
Catarina segurou Mazira pelo braço assim que Torrado abriu a cela, e o puxou pelo corredor. As vozes dos outros detentos impregnavam nos ouvidos e davam a ideia de que os policiais acima apenas ignorariam tudo, como bons animais que eram, e os deixariam sair. Não deixaram. Não eram bons animais. As portas da delegacia estavam fechadas e os policiais armados guardavam o lugar. Não que eles tivessem ideia do que se passava na carceragem, mas porque a escuridão os amedrontava e eles precisavam estar prontos para quaisquer eventualidades.
Catarina, Torrado e Mazira estavam em uma situação no mínimo ruim. Se tivessem mais tempo para pesquisarem, se tivessem os contatos certos, se o destino lhes abençoasse, tudo seria diferente. Se…
De onde olhavam, não conseguiam observar uma saída fácil. Era hora de procurarem outras opções.
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Personagens
Jogadores:
Renato - José Teixeira Cavalcante [Ventrue]
Neimar - Eli Urt [Tremere]
Osny - Catarina [Toreador]
Marquinhos - Torrado Martins [Nosferatu]
Cris - Israel [Lasombra]
NPCs:
Vilmar - carniçal
Freitas - policial civil do DF
Sistema:
Vampiro: a máscara 5ª edição
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